Valores e descontos previstos (2025)
Em 2025, o valor do benefício varia de acordo com o número de pessoas no núcleo familiar. Para eletricidade, por exemplo, os descontos médios anuais por ponto de fornecimento (POD) foram estimados da seguinte forma:
| Composição familiar | Desconto por ano (€/POD) | Valor mensal médio estimado* |
| 1–2 componentes | 167,90 € | ≈ 13,8 € |
| 3–4 componentes | 219,00 € | ≈ 18,0 € |
| Mais de 4 componentes | 240,90 € | ≈ 19,8 € |
*Valores correspondem à média mensal, considerando distribuição uniforme ao longo dos 12 meses, conforme tarifas reguladas de 2025.
No caso do gás, o valor do bônus depende não apenas da renda ISEE e do número de pessoas, mas também da zona climática do município, do tipo de uso do gás (cozinha / água quente / aquecimento) e da classe do medidor.
Além do bônus regular, em 2025 entrou em vigor um contributo extraordinário de 200 € para famílias com ISEE até 25.000 €, como parte do pacote de medidas do chamado Decreto Bollette 2025. Esse adicional permite ampliar a cobertura para um grupo maior de famílias afetadas pela crise energética.
Para algumas famílias, a soma dos incentivos regulares e extraordinários pode chegar a aproximadamente 500 € em apoio anual.
Bônus para famílias vulneráveis por necessidade médica
O sistema prevê uma modalidade especial do benefício quando uma família vive com uma pessoa que possui doença grave ou depende de equipamentos médico-terapêuticos para sobreviver (por exemplo, respiradores, bombas, aparelhos de apoio vital).
Nesses casos, o critério de renda ISEE não se aplica: o bônus pode ser concedido independentemente da renda, desde que a condição médica e o uso do equipamento sejam devidamente comprovados.
Para requerer esse benefício especial, é necessário apresentar documentação específica: certificado da instituição de saúde (ASL) atestando a condição de saúde, tipo de equipamento usado, endereço de instalação, data de início do uso; além de documentos pessoais, código fiscal e o módulo B preenchido, com o código POD da fatura de energia.
Esse tipo de auxílio é frequentemente cumulável com o bônus por “disagio econômico”, ou seja: uma família vulnerável por saúde que também se qualifique por renda pode usufruir de ambos.
Impacto prático para famílias de baixa renda
Para uma família vulnerável ou de baixa renda, o Bonus Luce e Gas pode representar uma redução significativa nas despesas domésticas.
Com descontos mensais em várias dezenas de euros, o auxílio ajuda a liberar orçamento para outras necessidades essenciais — alimentação, saúde, vestuário — ou até mesmo emergências imprevistas.
Esse suporte é vital para evitar cortes de energia por inadimplência, especialmente em meses de inverno, quando o consumo de gás para aquecimento pode elevar drasticamente a conta. Além disso, dá maior previsibilidade financeira, o que pode aliviar o estresse dos responsáveis pelo orçamento.
Também serve como instrumento de equidade social: ao reduzir a carga dos custos fixos de energia para famílias vulneráveis, o estado ajuda a diminuir disparidades entre grupos econômicos, promovendo inclusão social e dignidade.
Análises mostram que esses bônus — embora não cubram integralmente os custos médios de um domicílio — representam uma economia substancial para quem vive com recursos limitados.
Em 2025, com a adição do contributo extraordinário e a ampliação dos critérios, espera‑se que um número maior de famílias possa se beneficiar, mesmo aquelas com renda um pouco acima da faixa tradicionalmente considerada de “baixo rendimento”.